Tomorrow I'll Miss You

Archive for the ‘Textos’ Category

É patético quando o único modo de conseguir a atenção de quem você gosta é pondo a si mesmo em risco. Cometendo idiotices. Humilhando-se.
Deveria existir uma lei contra isso.
Deveria existir uma lei contra corações partidos e expectativas demais.
E outra lei proibindo essa coisa de amar mais que o outro.
O amor deveria ser dividido em partes iguais, para casais previamente selecionados.
Casais que dariam certo, que aceitariam os defeitos um do outro e que amassem as qualidades!
E quanto a musicas e histórias tristes? Não precisaríamos delas!
Não teríamos mais noites de sextas-feiras afogadas em lágrimas. E nem as de sábado, ou domingo, ou qualquer outro dia da semana que possa resultar em solidão.
Ainda existiriam os problemas no trabalho e faculdade, e até aquelas bagunças de família. Mas não no amor. Porque os machucados de amor são os que mais demoram a cicatrizar. Quando cicatrizam!
Talvez ainda inventem um aplicativo pra isso.
Mas enquanto não inventam… A auto-piedade continua sendo uma ótima companhia.

“None of you will go to America. None of you will work in supermarkets. None of you will do anything, except live the life that has already been set out for you. You will become adults, but only briefly. Before you are old, before you are even middle aged, you will start to donate your vital organs. And sometime around your third or fourth donation, your short life will be completed.”

Posted on: 1 de junho de 2012

Então me dê Paixão. Paixão é o suficiente. Paixão me tira o fôlego!

I remember the time when I counted the days to my birthday, and that date was the more important in the year! I don’t know why, but looked like every wish I had would come true. It was more than a simple change of age. It was my day.

And was like that for a long time.

But then, there was a especially birthday when every thing changed.

It was march 14. It was march 14 and I was one year older. It was march 14 and who I wanted closer, was still far away from me, my wishes – the ones that didn’t depended of me – were still only wishes, and no one has decided that my life would be easier because it was my birthday.

I think that we overestimate silly things. And then this silly things sometimes change so much the way we see the world, you know?!

I don’t think that my life got worse after I stopped see magic in everything. Because I dare to say that I like being silly sometimes and I don’t bother with the fact that I still want some magical things in my life.

I can let you see my defects, my insecurity, my fears and my lack of discretion. I can also cry in front of you with no shame or clothes. And I’m not asking you to promise me you won’t runaway, because eventually… Eventually one of us will do that. I’m trying not scaring you right now but I really fear this moment. We built something real here, and you know I’m not used to real things; it was so rare in my life! Until we happened.

Maybe you don’t know my too romantic side, and maybe you don’t even want to. But you already know so many things about me, so… Why not? I can’t tell you all the crazy things that are in my mind right now, but I’m sure you can see it when we are together. I could thank you for being so great for me, I could even thank you for being patient; but we are more then thanks and all this things are part of the relationship, aren’t they?

You have to know that you can always make me feel better. All you have to do is show that you’re there.

Você acha que não pode piorar, e que não tem mais lágrimas o suficiente pra outra crise de choro que vem a cada crise de abstinência. Respira fundo, levanta! É o que todos parecem gritar, é o que seu reflexo no espelho, de olhos inchados e rosto molhado, insiste que você faça. Mas são todas memórias. E é impossível ignorar o vazio e a dor que tomam conta ao lembrar todas as coisas boas. As risadas ao um completar a piada do outro, os beliscões, as mordidas, os beijos, os abraços. Os abraços que diziam tanto. Porque os braços que te envolviam, a protegiam do mundo e do mal, de uma forma inexplicável. Mas quando a hora certa de falar surge, a voz não sai. A garganta seca. E as lágrimas voltam, despencando sem parar num ciclo que parece interminável. Você não quer ver ninguém, porque ninguém entende a dor. E suas companhias passam a ser sua cama e músicas tristes. Quem sabe aquele vídeo que ele adorava, ou a foto de vocês dois juntos, sorrindo? E outra avalanche de emoções. Você poderia afundar-se ali, nas memórias, ou quem sabe criar um mundo paralelo onde vocês estão juntos e nada os impede de continuar. Afundar.

Ela não queria acordar e perceber que todos os seus erros estavam sendo cometidos novamente, um por vez, a mesma história, o mesmo procedimento, o mesmo padrão. Superação costumava ser algo em que ela acreditava. E costumava ser real. Não a sombra de um desejo que sua alma fazia desesperadamente. E ela tinha dito a si mesma que estava pronta. Que entendia a montanha-russa que é a vida. Dizia que nunca, jamais se colocaria pra baixo daquela forma de novo, aprendera que era melhor do que a sensação da navalha ao cortar sua pele ao anular a dor que sentia interiormente. Prometeu, jurou, cumpriu. Mas achou outros meios. Brechas. E lá estava seu antigo “eu”. Pedindo para voltar, “não negue quem você é, não negue o que sentes; nós conhecemos essa dor, sabemos como pará-la.” Poderia se render. Acabar com a dor durante uma noite, e lidar com a sua consciência suja enquanto vivesse. Ou poderia cantar. Ou poderia sonhar. Ou poderia mudar. Ou poderia escrever.
Mas a dúvida a consome, o medo a assombra, a depressão se instala. Respire. De novo. Agora acredite.
Confie.
E não se renda.
Não se deixe levar por essa maré traiçoeira.
“Segure a minha mão, tudo ficará bem.”
Ela seguraria. Se tivesse uma mão ao qual segurar.