Tomorrow I'll Miss You

Limbo

Posted on: 21 de fevereiro de 2012

Ela não queria acordar e perceber que todos os seus erros estavam sendo cometidos novamente, um por vez, a mesma história, o mesmo procedimento, o mesmo padrão. Superação costumava ser algo em que ela acreditava. E costumava ser real. Não a sombra de um desejo que sua alma fazia desesperadamente. E ela tinha dito a si mesma que estava pronta. Que entendia a montanha-russa que é a vida. Dizia que nunca, jamais se colocaria pra baixo daquela forma de novo, aprendera que era melhor do que a sensação da navalha ao cortar sua pele ao anular a dor que sentia interiormente. Prometeu, jurou, cumpriu. Mas achou outros meios. Brechas. E lá estava seu antigo “eu”. Pedindo para voltar, “não negue quem você é, não negue o que sentes; nós conhecemos essa dor, sabemos como pará-la.” Poderia se render. Acabar com a dor durante uma noite, e lidar com a sua consciência suja enquanto vivesse. Ou poderia cantar. Ou poderia sonhar. Ou poderia mudar. Ou poderia escrever.
Mas a dúvida a consome, o medo a assombra, a depressão se instala. Respire. De novo. Agora acredite.
Confie.
E não se renda.
Não se deixe levar por essa maré traiçoeira.
“Segure a minha mão, tudo ficará bem.”
Ela seguraria. Se tivesse uma mão ao qual segurar.

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